Gentileza: bom, bonito e de graça

 

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É certo que não devemos fazer nada esperando retorno. Deve-se fazer para o outro porque se quer fazer. Se assim não for, nos frustramos facilmente, por não ter nossas expectativas correspondidas quando o retorno do outro não vem.

Não. Não é disso que falo. Falo de gratidão simples. Gratidão no sentido estrito mesmo, de agradecer um favor recebido. Uma gentileza a nós dirigida, nem que seja devolvendo um sorriso.

melancia

Parafraseando o famoso profeta da rua, “gentileza gera gentileza”. Isso, contudo, tem se tornado tão banal que é comum você abrir a porta para alguém, ceder a vez, oferecer seu lugar, dar passagem ou parar seu carro para que alguém atravesse e não ouvir um “obrigado”, “valeu” ou algo semelhante.

Quem faz o favor ou gentileza faz porque quer e não quer reconhecimento, medalhas ou muito menos ganhar milhas no cartão de crédito. No entanto, também não tem essa obrigação.

Já li um texto dizendo que a dificuldade é gerada pela lógica do mercado. E, nesse contexto, as pessoas só entenderiam a gentileza como sendo um serviço. A moça do apoio ao turista que dá a informação, o carregador de malas. São tantos os serviços ofertados que tornaria o agradecer apenas um detalhe (já que são serviços) e não mais obrigatório, embora, de fato, ele nunca fosse.

Ainda penso que tem mais relação com o autocentrismo e o individualismo do mundo moderno, que nos tornam cada dia menos sociáveis.
O agradecer cria um alento para quem presta o favor, um clima gentil, incentiva a repetição do hábito e mantém viva a esperança de um mundo melhor.

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Entendo o ato de gratidão como sendo de nobreza. Tento sempre agradecer,  assim como temos que nos forçar a sempre querer ajudar quando é possível. Aqui me incluo reconhecendo que dá para melhorar nesse aspecto.

E você? Tem os hábitos de agradecer e de fazer gentilezas?

Conta pra gente.

Abraços,

QI

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Comentários

José Guimarães Gomes Júnior

About José Guimarães Gomes Júnior

Quando criei o Questão de Interessância, pensei numa forma de dividir e divulgar ideias, além de oferecer e compartilhar espaço com quem não tem. Gosto de escrever durante a noite na companhia da insônia que frequentemente me visita. Escrevo também nas viagens para o trabalho, já que o trânsito caótico e o transporte público de má qualidade do Rio de Janeiro me proporcionam tempo para isso.

3 thoughts on “Gentileza: bom, bonito e de graça

  1. José Guimarães Gomes
    16 de dezembro de 2014 at 17:35

    A arte de saber expressar sentimentos através de prosas, versos ou texto gerou o Gentileza, o qual tive o prazer imenso de ler e dizer que hoje é raro tal troca de tratamento, porém, é o que se espera do ser humano. Obrigado por me deixar participar do seu texto. Olha aí o obrigado que tem duplo sentido, servindo de gentileza. Bjs.

  2. Nilson Araujo
    9 de dezembro de 2014 at 18:50

    Vc é a todo momento ensinado e doutrinado pela nossa sociedade a olhar quem está ao lado como um competidor em potencial… como diria outro filósofo… Deus nos ajude, lázaro!

  3. Fernando Jose Ferreira Bastos
    7 de dezembro de 2014 at 13:45

    Voce retratou fielmente o meu pensamento ao fazer um gentileza voce não tem que esperar algo em troca e sim ser gentil atos simples como abrir uma porta de carro para a pessoa entrar cede o lugar para sentar puxar uma cadeira para a pessoa sentar são raros hoje em dia e são atitudes que tem que sem normal sem esperar nada em troca mais uma vez voce esta de parabens por retratar fielmente o que é ser gentil

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